Diário 24 Horas

A Mulher da Casa Abandonada | Saiba mais sobre o podcast investigativo

Podcast descreve a história de vida de Margarida Bonetti uma moradora intrigante do bairro higienópolis em São Paulo.

O podcast de Chico Felitti conta a história de uma foragida do FBI. Fonte: Instagram / A Mulher da Casa Abandonada
O podcast de Chico Felitti conta a história de uma foragida do FBI. Fonte: Instagram / A Mulher da Casa Abandonada
Samuel Zadoque
PorSamuel Zadoque

O último episódio lançado de A Mulher da Casa Abandonada mostra uma entrevista com Margarida Bonetti, acusada em 2001 nos Estados Unidos por manter uma funcionária em condições análogas à escravidão, culminando na sua condenação a seis anos e meio de prisão. O podcast é feito pelo jornalista Chico Felitti em parceria com a Folha de São Paulo. 

O programa investigativo se tornou uma febre entre os ouvintes e relata a história de Margarida Bonetti, que a priore se chama Mari, uma moradora no mínimo inusitada e misteriosa de Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. Mari mora em uma mansão abandonada no bairro, taxada por todos como bruxa, porém, poucos moradores conheciam o seu segredo.

A protagonista e seu esposo Renê Bonetti se mudaram para o subúrbio de Washington nos Estados Unidos em 1979 com a sua empregada, e o marido logo foi convidado a trabalhar em uma fábrica de satélites para a NASA. Após a sua chegada ao país, o casal deixou de pagar o salário da funcionária, negando todo tipo de atendimento médico e mantendo-a em cárcere privado por 20 anos. Renê foi preso no país, porém, Margarida estava foragida da justiça americana pelo crime de submissão a condições semelhantes a escravidão.

Margarida foi condenada em 2001 por manter uma funcionária em condições análogas a escravidão. Fonte: Divulgação/Instagram
Margarida foi condenada em 2001 por manter uma funcionária em condições análogas a escravidão. Fonte: Divulgação/Instagram
Margarida foi condenada em 2001 por manter uma funcionária em condições análogas a escravidão. Fonte: Divulgação/Instagram

Durante a entrevista, a foragida defende sua versão do ocorrido, insistindo ser inocente de todas as acusações e afirmando que nem sequer foi citada pelas investigações do FBI. A acusada afirma ter se separado de seu marido sem saber das “porcalhadas e imundícies” que ele cometia.

A protagonista afirma também que toda a história foi inventada pelo FBI e advogados com o intuito de aprovar uma lei no congresso americano, lei esta que segundo ela não ajudava as empregadas domésticas, e sim retiraria dinheiros dos patrões.

A ré fala de si na terceira pessoa pois afirma que a justiça americana criou um personagem que não reflete sua índole, pois ela nunca teria agredido ou explorado a empregada, além de citar que o FBI estava tramando a pedido da sua vizinha “Vicky” que não aceitava que o casal tivesse comprado a casa.

Quanto a negar os atendimentos médicos, a ré afirma ser “normal” ter um tumor, e que pelo fato da empregada ser da “raça negra” teria uma maior disposição de desenvolver este tipo de cisto, afirmando também que quando ela entrasse na menopausa ele seria curada sem precisar de atendimento algum.

Ao final da entrevista, Margarida ainda pede que o podcast não seja publicado, afirmando que o jornalista poderia buscar dinheiro em outras coisas. O jornalista nega o pedido, afirmando que a história irá ser contada, e que a entrevista será um episódio em específico mostrando o seu ponto de vista sobre o caso.

O podcast pode ser ouvido através do Spotify:

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