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Como surgiram os cartões amarelo e vermelho? A história da regra que revolucionou o futebol

Inspirado nas cores do semáforo, o sistema criado pelo inglês Ken Aston acabou com problemas de comunicação entre árbitros e jogadores.

Renato Pujol
Atualizado há cerca de 1 hora
Como surgiram os cartões amarelo e vermelho? A história da regra que revolucionou o futebol
Na Copa do Mundo de 2026, foram aplicados 235 cartões amarelos e 12 cartões vermelhos no total da competição. Reprodução / CazéTV

Antes de 1970, os árbitros não utilizavam cartões para advertir ou expulsar jogadores. As punições eram feitas apenas com gestos e avisos verbais, o que frequentemente provocava confusões, principalmente em partidas internacionais, devido às diferenças de idioma.

A mudança começou a ganhar forma após a Copa do Mundo de 1966. Nas quartas de final entre Inglaterra e Argentina, o capitão argentino Antonio Rattín foi expulso pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, mas não compreendeu a decisão e permaneceu em campo por vários minutos, gerando um grande tumulto. O episódio evidenciou a necessidade de um sistema de comunicação universal.

O responsável pela solução foi o ex-árbitro inglês Ken Aston, integrante da comissão de arbitragem da FIFA. Enquanto dirigia pelas ruas de Londres, ele observou um semáforo e teve a ideia de utilizar as cores amarelo e vermelho como um código visual: amarelo para advertência e vermelho para expulsão. O sistema foi oficialmente adotado pela FIFA na Copa do Mundo de 1970, disputada no México.

A novidade foi um sucesso imediato e rapidamente passou a fazer parte das Leis do Jogo em competições ao redor do mundo. Além de facilitar a comunicação entre árbitros, jogadores e torcedores, os cartões tornaram as decisões disciplinares muito mais claras, independentemente do idioma falado em campo.

Mais de cinco décadas depois, os cartões amarelo e vermelho continuam sendo um dos principais instrumentos da arbitragem e se transformaram em um dos símbolos mais reconhecidos do futebol mundial.

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