Os 90 minutos de uma partida de futebol parecem naturais para qualquer torcedor, mas nem sempre foi assim. Nas primeiras décadas do esporte, na Inglaterra do século XIX, não existia um tempo oficial. A duração dos jogos era definida pelas equipes antes da bola rolar, o que gerava diferenças entre clubes e competições.
A origem exata dos 90 minutos ainda é tema de debate. Uma das versões mais conhecidas aponta para um amistoso entre Londres e Sheffield, em 1866, quando os clubes teriam chegado a um acordo para disputar uma partida com dois tempos de 45 minutos. Outra teoria relaciona esse formato às tradições das universidades inglesas, especialmente Cambridge. Não há consenso histórico sobre qual episódio foi decisivo, mas ambos ajudaram a popularizar o modelo.
O que é consenso entre pesquisadores é que a padronização ocorreu de forma gradual. Em 1877, as regras passaram a prever partidas de 90 minutos, divididas em dois tempos de 45. Anos depois, em 1897, a International Football Association Board (IFAB) incorporou oficialmente essa duração às Leis do Jogo, permitindo exceções apenas quando houvesse acordo entre as equipes.
Mesmo com a evolução da preparação física e do calendário do futebol, a duração regulamentar permanece inalterada. Em vez de aumentar o tempo das partidas, a IFAB tem adotado medidas para ampliar o tempo efetivo de bola rolando, como acréscimos mais rigorosos para compensar paralisações, preservando uma das tradições mais marcantes do esporte.
Por que o futebol permite apenas cinco substituições?

