Poucos goleiros da história da Seleção Brasileira alcançaram a regularidade de Alisson Becker. Aos 33 anos, o camisa 1 chegou à Copa do Mundo de 2026 consolidado como um dos principais jogadores da posição no futebol mundial e deixou o torneio com novos recordes vestindo a amarelinha.
Ao disputar o Mundial de 2026, Alisson chegou a 14 partidas em Copas do Mundo, somando as edições de 2018, 2022 e 2026. Com isso, igualou Gylmar dos Santos Neves e Emerson Leão como o segundo goleiro com mais jogos pela Seleção em Mundiais, ficando atrás apenas de Cláudio Taffarel, que disputou 18 partidas. Além disso, encerrou sua participação com sete jogos sem sofrer gols, igualando justamente Taffarel e Gylmar entre os goleiros brasileiros mais eficientes na história da competição.
Revelado pelo Internacional, Alisson estreou como profissional em 2013 e rapidamente chamou a atenção pela segurança debaixo das traves. Em 2016 foi contratado pela Roma, da Itália, onde ganhou projeção internacional antes de acertar com o Liverpool, em 2018.
Na Inglaterra, construiu uma trajetória vitoriosa. Pelo clube inglês conquistou a Liga dos Campeões, a Premier League, a Copa da Inglaterra, a Copa da Liga, o Mundial de Clubes e a Supercopa da UEFA, além de receber prêmios individuais como o de melhor goleiro do mundo em diferentes temporadas.
Apesar do currículo impressionante na Europa, Alisson nunca se tornou uma unanimidade entre os torcedores brasileiros. Parte das críticas surgiu após as eliminações nas Copas de 2018, diante da Bélgica, e de 2022, contra a Croácia. Embora especialistas ressaltem que o goleiro teve pouca responsabilidade direta nesses resultados, muitos torcedores esperavam defesas decisivas em momentos cruciais.
Ainda assim, seus números pela Seleção contam outra história. Ao longo de sua trajetória, Alisson manteve uma das melhores médias de gols sofridos entre os goleiros brasileiros. Alisson ostenta uma marca expressiva de clean sheets (jogos sem ser vazado), superando a marca de 40 partidas sem sofrer gols em mais de 60 convocações.
Na Copa de 2026, voltou a demonstrar por que é considerado um dos melhores goleiros do mundo. Seguro, experiente e decisivo em diversos momentos, deixou o Mundial com seu nome ainda mais presente na história da Seleção Brasileira, mesmo que o reconhecimento dentro do próprio país ainda não seja proporcional ao prestígio conquistado no futebol europeu.

