As quartas de final da Copa do Mundo reúnem algumas das seleções mais fortes do planeta. Embora o favoritismo nunca garanta uma classificação, Argentina, Espanha, França e Inglaterra chegam a esta fase com um desempenho que as coloca um passo à frente dos adversários.
A Inglaterra demonstra muita consistência desde a chegada de Thomas Tuchel. Organizada taticamente, a equipe conta com um elenco experiente e jogadores vivendo grande fase, como Harry Kane e Jude Bellingham. Pela frente estará a Noruega de Erling Haaland, talvez o centroavante mais letal do futebol atual. Nas oitavas, o camisa 9 precisou de apenas duas oportunidades para marcar os gols da vitória sobre o Brasil. Contra uma Inglaterra mais equilibrada, a tendência é de um confronto bem mais complicado para os noruegueses.
A Argentina tem, no papel, o duelo mais acessível das quartas diante da Suíça. A atual campeã mundial segue mostrando a competitividade que marcou o ciclo de Lionel Scaloni, mas o grande diferencial continua sendo Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 lidera a artilharia da Copa com oito gols e balançou as redes em todos os jogos da seleção até aqui. Além dos gols, segue sendo o principal organizador da equipe e o jogador capaz de decidir partidas nos momentos mais importantes.
Se existe uma seleção que mais encanta pelo futebol coletivo, essa é a Espanha. A equipe comandada por Luis de la Fuente apresenta um modelo de jogo muito bem definido e chega às quartas como a única seleção que ainda não sofreu gols na competição. O talento de Lamine Yamal faz a diferença, mas o equilíbrio do time passa também por jogadores como Rodri, Pedri, e Marc Cucurella, que transformaram a Fúria em uma das equipes mais consistentes do Mundial.
Enquanto esta análise era escrita, a França já havia garantido vaga nas semifinais ao eliminar Marrocos por 2 a 0. O elenco comandado por Didier Deschamps talvez seja o mais completo da Copa. Mbappé, Dembélé, Olise, Doué, Tchouaméni, Saliba, Upamecano e Maignan formam uma equipe que alia talento individual, intensidade e organização coletiva, características que explicam o favoritismo francês.
É claro que o futebol continua imprevisível, e zebras fazem parte da história das Copas do Mundo. Ainda assim, o Mundial de 2026 vem confirmando uma tendência que muitos já chamam de "a Copa dos protagonistas". Messi, Lamine Yamal, Mbappé, Harry Kane, Jude Bellingham e Haaland têm assumido a responsabilidade de decidir os grandes jogos. Até aqui, o brilho das estrelas tem pesado nos momentos decisivos — e tudo indica que será assim também na luta por uma vaga na final.

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