A dispersão do ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na tarde de domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou com acessos de estações do metrô pichados e danificados. Segundo a Polícia Militar, portas e grades de acesso foram quebradas na estação Consolação, da Linha 2-Verde. Vídeos que circularam nas redes mostram pessoas sobre a cobertura de vidro de uma das entradas da Trianon-Masp, na mesma linha.
Em nota divulgada à noite, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou ocorrências de tumulto, pichações e depredação em pontos da região durante a dispersão. A PM também relatou atritos com funcionários na Consolação e informou que a situação foi controlada. Até a noite de domingo, não havia informação oficial sobre detidos.
O que dizem Metrô e ViaMobilidade
O Metrô informou que acionou o plano de controle de multidão por causa do grande número de pessoas. A estação Trianon-Masp ficou fechada de cerca de 12h50 até 16h30, e o atendimento foi feito pelas estações Consolação e Brigadeiro. Em nota no domingo, a companhia disse que não tinha, naquele momento, registros internos de vandalismo nas estações da avenida.
Na Linha 4-Amarela, a ViaMobilidade adotou controle de fluxo nas estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie e fechou temporariamente o acesso Bela Cintra.
Na manhã desta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, equipes de limpeza removeram as pichações.
O ato
Organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a "Marcha pela Democracia" saiu do Masp em direção à Praça Roosevelt e contou com a presença de Lula. No carro de som, o presidente defendeu o fim da escala 6x1 e pediu aos apoiadores que procurem os eleitores que não votaram no primeiro turno. Ele também criticou a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que naquela manhã tinha suspendido o canal "Exército do Lula" no WhatsApp.
Também houve relatos de agressões e ameaças contra mulheres durante o ato, que não foram detalhados pela SSP. Até a publicação, a campanha de Lula não tinha comentado publicamente a depredação.
