Vladimir Putin, o presidente russo, afirmou que ainda há diferenças com os Estados Unidos a respeito das abordagens e avaliações sobre a crise na Ucrânia, após uma longa conversa por telefone com o presidente norte-americano, Barack Obama.
Em comunicado oficial dado nesta sexta-feira(7), Putin disse que o novo governo de Kiev, que assumiu em um golpe anticonstitucional, impôs "decisões absolutamente ilegítimas para as regiões leste, sudeste e a Crimeia", ou seja, decisões autoritárias sem consulta nem aprovação total dos povo destas regiões que em parte tem identificação com a Rússia, algumas até como língua oficial o russo.
"A Rússia não pode ignorar pedidos por ajuda neste tema e age de acordo, cumprindo totalmente a legislação internacional", afirmou Putin.
O presidente é apontado como oposição ao ocidente e também apontado como responsável de orquestrar a petição da Criméia para se juntar-se a Rússia.
Provavelmente orquestrada pelo presidente russo, a votação daria a Putin uma posição vantajosa na crise sobre a atual situação da Ucrânia.
Porém esta vantagem pode provocar uma onda de hostilidade de outros líderes governamentais pró-ocidentais em Kiev que se recusaram a recorrer a ação militar e tornar ainda mais tensas as relações de majoritariadade nas regiões de língua russa.
Enquanto a tensão sobre o tema cresce, a reprovação internacional sobre a atuação russa na Ucrânia cresce e críticas ao poder de Putin se multiplicam sob diversas direções diferentes nas suas decisões e atuações políticas tanto no país quanto fora dele.

