Coronavírus: Putin registra primeira vacina mundial na Rússia

A vacina será comercializada internacionalmente sob a marca Sputnik V
A vacina será comercializada internacionalmente sob a marca Sputnik V
PorMarcos Henderson11/08/2020 09h15

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta terça-feira (11) que uma vacina desenvolvida localmente para Covid-19 recebeu aprovação regulatória após menos de dois meses de testes em humanos e disse que a vacina passou em todos os exames necessários, acrescentando que sua filha já havia tomado a dose. 

Kirill Dmitriev, chefe do fundo soberano RDIF do país, disse que a vacina seria comercializada no exterior sob a marca Sputnik V com acordos internacionais para produzir 500 milhões de doses e pedidos para 1 bilhão de 20 países. O nome da vacina evoca o primeiro satélite do mundo a ser lançado em órbita, o Sputnik, durante a corrida espacial da Guerra Fria, que também foi vista como uma competição por prestígio internacional.

O desenvolvimento foi saudado por Putin como evidência da habilidade científica da Rússia, mas o regime de testes com evidente falta de transparência levantou discussões ao redor do mundo, sobretudo porque os chamados testes de seguranças de grande escala (fase 3 dos testes), que geralmente levam vários meses, foram ignorados. Para agilizar o processo, os ensaios da fase 3 serão conduzidos em paralelo com a produção em massa da vacina, inclusive no Brasil.

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A Rússia registrou 897.599 casos de coronavírus, o quarto maior número de casos no mundo, e 15.131 mortes.

A produção em massa da vacina deve começar em breve, disse Putin. Médicos e professores seriam os primeiros a se imunizar, com a vacina disponibilizada para os médicos a partir do final de agosto ou setembro. O medicamento entrará em uso geral a partir de janeiro de 2021, com formato de vacinação voluntária. 

Ao explicar a eficiência da vacina, Putin afirmou que sua filha estava com temperatura de 38ºC no dia da primeira injeção da vacina, e depois caiu para pouco mais de 37ºC no dia seguinte. Depois da segunda injeção, ela teve novamente um ligeiro aumento de temperatura, mas então tudo acabou. “Ela está se sentindo bem e tem um grande número de anticorpos”, acrescentou o ex-agente do KGB. Ele não especificou qual de suas duas filhas, Maria ou Katerina, havia recebido a vacina.

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Sobre o autorMarcos Henderson
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