Luciene Ramos Lima foi presa no último sábado (29), sob a acusação de causar ferimentos com substâncias ácidas em seu próprio filho de apenas um ano e oito meses. O motivo do ato seria que ela tentava apagar uma tatuagem feita de forma rudimentar na perna do seu filho, segundo a polícia.
A mulher de 24 anos foi detida no bairro Marimbá, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu no dia 18 do mês passado. A criança foi levada pela avó paterna a uma unidade de saúde da cidade, onde ficou internada por cinco dias, e o caso teve repercussão nas redes sociais após ser noticiado.
A criança foi entregue a uma família substituta após receber alta pelo Conselho Tutelar do município. A acusada, conforme a polícia, fugiu após a descoberta do ferimento no menino. A mãe já tinha passagem pela polícia por porte ilegal de arma, segundo a polícia. Ela teria ficado com medo da repercussão entre a vizinhança e tentou apagar a tatuagem (que seria um coração envolvendo as iniciais YAS) com substância semelhante a um ácido. O pai da criança está preso pelo crime de receptação e já não teria mais nenhum relacionamento com a acusada.
"O que se depreende dos autos é que ela tatuou a criança. O exame pericial mostra isso. Depois, ela tentou remover com ácido. Isso provocou uma queimadura na perna dela. Em seguida, ela abandona a criança com a avó paterna e some", disse um policial. Ele não soube precisar o que significava as iniciais tatuadas na perna da criança. Segundo o delegado do caso, Roberto Veran Braga, a mãe não demonstrou nenhum remorso", afirmou.
Luciene Lima, que afirmou ter mais dois filhos menores de idade, conversou com a imprensa e negou ter feito a tatuagem e a subsequente tentativa de apagá-la com ácido. Segundo ela, a perna da criança não foi tatuada, mas as letras surgiram após o menino ter encostado a perna em um cano de descarga de uma moto.
"Eu tenho certeza absoluta que eu não fiz tatuagem nenhuma com o meu filho. Ocorreu de ter acontecido um acidente com meu filho e o cano de uma moto. Surgiram as letras sim. Do jeito que ele queimou a perna no cano da moto, surgiram as iniciais da (marca da moto) na perna dele", afirmou.
A mulher ainda afirmou não ter conhecimento de quem teria tentado remover a tatuagem da perna do filho. O delegado classificou a versão dada pela acusada como fantasiosa. "O meu neto estava queimando de febre quando eu fui buscá-lo na casa dela. Fomos para o hospital, e os médicos ficaram horrorizados com o ferimento", disse.
A mulher fez um apelo no sentido de a criança ser devolvida a ela. "Eu estou sem meu neto. A única coisa que peço é para o juiz devolver o meu neto. Porque ele tem avó e não precisa da mãe para cuidar dele", declarou.
Caso seja condenada, ela poderá cumprir uma pena de dois a oito anos de prisão pelo crime de tortura-castigo e ainda poderá perder a guarda do filho.

