Após saltar da nona para a quarta posição na lista dos países que mais receberam investimento estrangeiro direto, em 2019, graças à esteira de privatizações, sobretudo pela venda da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), o Brasil se prepara para a privatização dos Correios, que de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve acontecer até 2021. O braço direito do governo Jair Bolsonaro esteve acompanhado da secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, em Davos, na Suíça. Lá, eles apresentaram a carteira de concessões e privatizações do Brasil aos possíveis investidores no Fórum Econômico Mundial.
Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, o presidente global da UPS, Nando Cesarone, já teria demonstrado interesse na compra dos Correios, em conversa que teve com Paulo Guedes em Davos. Não é de se estranhar que uma das maiores empresas de logística do mundo acabe investindo nos Correios e transforme a companhia em mais um dos produtos pertencentes ao grupo, que distribui milhões de encomendas por dia em mais de 200 países.
Em Davos, Guedes substituiu a presença de Jair Bolsonaro, representando o país no Fórum Econômico Mundial, mas não ficou livre de polêmicas, já que chegou a dizer que a culpa dos problemas ambientais seria da pobreza, atraindo diversos comentários negativos de especialistas e opositores, chamando ainda mais atenção para a ausência do presidente da república e os motivos que teriam levado ao cancelamento de sua ida ao evento, que também contou com a presença de Greta Thunberg.

