Datafolha: Gestão de Bolsonaro na crise do coronavírus tem aprovação de 35%

Resultado do presidente ficou abaixo dos governadores e do Ministério da Saúde
Resultado do presidente ficou abaixo dos governadores e do Ministério da Saúde

Nesta segunda-feira (23), o jornal Folha de S. Paulo publicou uma pesquisa Datafolha que mede a avaliação das atuações políticas em meio à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Das 1558 pessoas que participaram da pesquisa através de aparelhos celulares, entre quarta (18) e sexta-feira (20), em todas as regiões do país, 35% consideraram a gestão do presidente Jair Bolsonaro "Ótima/boa", 26% consideraram "regular", 33% escolharam a opção "Ruim/péssimo" e 5% preferiram não responder. Trata-se de um resultado bastante inferior ao dos governadores e do Ministério da Saúde, que, respectivamente, receberam 54% e 55% de aprovação. 

Após a publicação, Bolsonaro foi questionado por repórteres em frente ao Palácio da Alvorada e tentou minimizar a situação com novos deboches à imprensa. "Se você acredita no Datafolha. O presidente da República e seus ministros estão trabalhando há semanas para minimizar os efeitos do coronavírus. As vidas das pessoas estão em primeiro lugar", disse o presidente, também chamando de "infame" e "impatriótica" a pergunta feita pela repórter, que segundo ele, "vai na contramão do interesse do Brasil, que leva ao descrédito da imprensa brasileira". 

A Medida Provisória (MP) 927 publicada no Diário Oficial da União que permitia, através do art. 18, a suspensão de contratos dos trabalhadores, sem pagamento de salário, poderia ter prejudicado ainda mais a aprovação do presidente da república, que não demorou muito para anunciar a revogação do artigo que priorizava a diminuição de prejuízos aos empregadores e sequer projetava soluções para amparar os empregados. Após a publicação da MP e a consequente revogação do artigo 18, o mais curioso fica por conta do surgimento de novas ondas de apoio a Bolsonaro nas redes sociais, com uso de hashtags como "ReageBolsonaro" e "PraCimaDelesPresidente", que reúnem comentários em ataque à imprensa, à esquerda e a todos que, segundo bolsonaristas, atacam a honra do presidente da república. 

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