Em reunião, Bolsonaro e Dória trocam ofensas e pouco resolvem sobre o coronavírus

Governador de São Paulo cobrou serenidade do presidente e foi recebido com ataques
Governador de São Paulo cobrou serenidade do presidente e foi recebido com ataques

Na manhã desta quarta-feira (25), Jair Bolsonaro realizou uma reunião virtual com os quatro governadores do Sudeste e acabou perdendo a linha de raciocínio em discussão fervorosa com o governador de São Paulo, João Dória, que cobrou "serenidade, calma e equilíbrio" ao presidente diante da pandemia do novo coronavírus, lamentando o pronunciamento oficial realizado na última terça (24) e exigindo que Bolsonaro aja de maneira condizente com seu cargo, atraindo, rapidamente, um clima mais tenso à conversa. 

"Não aceito em hipótese nenhuma essas palavras levianas, como se vossa excelência fosse o responsável por tudo o que acontece de bom no Brasil", disparou o presidente, dando início imediato ao bate boca que, no final das contas, pouco resolveu sobre a condução da crise brasileira. "Não aceitamos essa demagogia barata. Vossa excelência não é exemplo para ninguém. Senhor governador João Doria, faça sua parte", prosseguiu Bolsonaro, que também citou as eleições de 2018.

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Nesta ocasião, o presidente afirmou que Dória só foi eleito governador de São Paulo graças ao seu auxílio, e depois ainda teria "virado as costas para o presidente". Para piorar, Bolsonaro ainda sugeriu que o governador abandonasse o palanque, demonstrando que sua maior preocupação continua sendo a preservação de condutas muito distantes de seguir a ética no momento que a população mais precisa de união entre os governantes do país inteiro.

Nas redes sociais, João Dória contou sua versão dos fatos, explicando que tentou exibir suas propostas logo no início da reunião, mas não conseguiu manter o diálogo coerente em meio aos ataques expressivos de Bolsonaro. "versão dos fatos. Disse que apresentou suas propostas na exposição inicial. "Recebi como resposta um ataque descontrolado do presidente. Ao invés de discutir medidas para salvar vidas, preferiu falar sobre política e eleições. Lamentável e preocupante", explicou o governador em sua conta no Twitter, onde também é possível ver milhares de publicações de bolsonaristas em defesa incondicional ao presidente. 

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