Sete regiões do Japão estão em estado de emergência após alta de casos de coronavírus no país. Com esta medida, cerca de 44% da população japonesa (50 milhões) são atingidas pela medida adotada nesta terça-feira (7).
O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou a medida que terá duração de um mês, afetando regiões como Tóquio, visando combater a aceleração dos casos de Covid-19 em todo o país. "Por considerar que existe o temor de que a situação afete gravemente a vida das pessoas e a economia (...) declaro o estado de emergência. Vamos suspender a medida quando tivermos certeza de que não é mais necessária", afirmou Abe.
Este é considerado o pior mês da pandemia do novo coronavírus no país desde a descoberta dos primeiros casos, ainda em janeiro. O Japão tem, em média, 268 novos casos por dia, somando 12% de aumento diário. A média diária de mortes também vem subindo. Na segunda-feira (6), o último balanço no país somava 73 mortes e mais de 3,6 mil casos da doença.
Os novos dados fizeram com que fez o país questionasse a política de manter a circulação de pessoas normal, além da alta restrição de acesso aos testes para confirmar a doença. O país suspendeu apenas parte dos serviços, sem adotar quarentena. As escolas foram fechadas somente a partir de fevereiro. Apesar dos primeiros casos terem sido registrados ainda em janeiro e a primeira morte em fevereiro, poucos novos casos foram analisados no país até a metade de março, com alta somente agora em abril.
Para além das medidas de saúde, o governo também anunciou medidas econômicas, com a liberação de um pacote de estímulo de quase US$ 1 milhão para compensar os efeitos da crise em empresas e na renda familiar.
Cuidados com Covid-19:
Se apresentar sintomas ou tiver contato com alguém com a doença, faça quarentena e evite superlotar hospitais. Sua contribuição é necessária!
