Uma transmissão ao vivo feita no último dia 20 de abril por Jair Renan, o filho "04", como chama o próprio presidente da república, Jair Bolsonaro, foi resgatada nesta quinta-feira (30) pelo músico e influenciador digital Nando Moura, e mostra o caçula do presidente chamando o coronavírus de "gripezinha", repetindo o discurso do pai e indo além ao dizer que prefere "morrer transando do que morrer tossindo", em bate-papo também marcado pela violência verbal direcionada à imprensa.
"Pô, que pandemia, malandro? Isso aí é história aí da mídia pra trancar você em casa e achar que o mundo está acabando. Pô é só uma gripezinha, irmão, vai tomar no c.. Peguei, passou. Prefiro morrer tossindo do que morrer transando. Não, prefiro morrer transando do que tossindo. Foi mal, foi mal, tá tarde já. Eu prefiro morrer transando do que tossindo, rapaziada", disparou Renan, que publicou o trecho do vídeo após ser mencionado por Moura.
Confira o vídeo:
Nando Moura, aqui está o vídeo na íntegra. Foi uma brincadeira que vc tirou de contexto! Vc é um mau caráter e todo mundo sabe disso!@moura_101 pic.twitter.com/OVqYk2XE9t
— Renan Bolsonaro (@renan_bolsonaro) April 30, 2020
A postura da família Bolsonaro diante da pandemia reflete uma situação problemática para o país, que tenta driblar as ordens controversas do próprio presidente da república para conseguir agir de forma eficiente contra os avanços da doença que já atingiu milhões de pessoas pelo mundo. Recentemente, Bolsonaro soltou um "E daí?" ao ser questionado sobre as mortes pela Covid-19 e mostrou que, de fato, não está nem aí para os interesses paralelos aos próprios.
O presidente também gera crises políticos de proporções gigantescas durante a crise, começando pela demissão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, substituído por Nelson Teich e, pouco tempo depois, pela exoneração de Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal e a consequente demissão voluntária de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Para substituir Valeixo, Bolsonaro indicou Alexandre Ramagem, mas a nomeação foi suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

