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Em dia de manifestação Pró-Bolsonaro, presidente afirma: ‘chegamos no limite’

Bruna Pinheiro
Atualizado há quase 5 anos
Em dia de manifestação Pró-Bolsonaro, presidente afirma: ‘chegamos no limite’
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, comentou que na segunda-feira (4) irá nomear o novo Diretor-Geral da PF.

Em plena quarentena em todo país, com mais de 6.700 mortes confirmadas neste domingo (3) pelo novo coronavírus, centenas de apoiadores do presidente Bolsonaro foram às ruas em Brasília e outras cidades para demonstrar seu apoio. A passeata ocorre um dia depois do longo depoimento de Sérgio Moro à Polícia Federal em Brasília na investigação de suas acusações contra o presidente.

Bolsonaro, como de costume, compareceu à manifestação em frente ao Palácio do Planalto. A manifestação teve tom Antidemocrático e inconstitucional, contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, além de ser contra o ex-Ministro Sérgio Moro. Com faixas com “Intervenção Militar com Bolsonaro”, no local houve aglomeração e a participação de Bolsonaro com sua filha, sem a utilização de máscaras.

Jair Bolsonaro durante manifestação nesse domingo (3), em Brasília.
Jair Bolsonaro durante manifestação nesse domingo (3), em Brasília.
Jair Bolsonaro durante manifestação nesse domingo (3), em Brasília.

O presidente disse, sem se aprofundar ou citar nomes, que “Chega de interferência. Não vamos mais admitir interferência. [...] Acabou a paciência”. Pediu também a Deus para não ter problemas nessa semana porque, segundo ele, "chegamos ao limite, não tem mais conversa". Bolsonaro interagiu com os manifestantes, deu as mãos, e, inclusive, carregou uma criança que correu em direção a ele na rampa do Planalto.

Outra afirmação dada foi que amanhã (4) será nomeado o novo diretor-geral da Polícia Federal. Ele não antecipou qual é o escolhido para o lugar de Maurício Valeixo. Na semana passada, Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem, para o cargo, mas acabou recuando após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspender a posse. Em sua medida, Moraes acatou pedido do PDT, que argumentou que as relações entre Bolsonaro e Ramagem, como interferência na PF.

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