Nesta quarta-feira (10) pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro se aproximava de populares na saída do Palácio do Alvorada, local comum de encontro com apoiadores, quando foi cobrado por uma mulher pelos '38.406 mortos por Covid', com um cartaz em mãos e também falou sobre os acordos com o Centrão. A mulher, identificada como Cristiane Bernart, trabalha no gabinete do vereador Fernando Holiday (Patriota-SP) e um vídeo foi gravado, publicado e editado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) nas redes sociais.
Como um desabado, 'Cris' tentou conversar com o presidente, mas foi logo ignorada e hostilizada por outras pessoas que estavam no local para demonstrar apoio ao presidente. Após o diálogo, ela foi retirada pelos agentes de segurança do local.
Cristiane disse ao presidente "Nós temos hoje aqui 38.406 mortos por causa do Covid. Eu trouxe inclusive um cartazinho só com o número pro senhor ver porque é, realmente assim, não são 38 mil de estatística, são 38 mil famílias que estão morrendo neste momento. São 30 mil pessoas que estão chorando. E o senhor, como chefe da nação, eu votei no senhor. Eu fiz campanha pro senhor. Acho até que o senhor me conhece. O senhor viu meus vídeos, tenho um canal no YouTube, Cris Bernart meu nome. Vim aqui com todo coração. E eu sinto que o senhor traiu nossa população. O senhor falou que não ia fazer conchavo. Tá entregando cargo pro Centrão. Botou petista na PGR, senhor presidente. A população morrendo e o senhor tá me ignorando?".
Na primeira parte do vídeo, Bolsonaro a ouve em silêncio, mas quando ouve que "traiu nossa população", caminha para sair da área reservada. Em seguida, há um corte feito pelo próprio MBL e mostra a reação do presidente dizendo: "Se quiser falar, sai daqui, você já foi ouvida. Cobre do seu governador. Sai daqui."
“Sai daqui”, Bolsonaro e apoiadores expulsaram, agorinha, mulher que questionou presidente sobre mais de 38 mil mortes. Ela se identificou como Cris Bernardes. Tirem suas conclusões. pic.twitter.com/OjuexOkYAv
— gente de mal (@gentedemal) June 10, 2020
Vários apoiadores do Presidente e desafetos do MBL estão criticando a ação, supondo que a organização contratou a mulher como um "jogo político sujo", já que não conseguem se articular para dar início ao processo de impeachment que pregam desde o rompimento com Bolsonaro.

