Suspeito de tráfico de animais acorda do coma após picada de cobra Naja

A cobra Naja que picou o jovem em Brasília faz ensaio fotográfico no zoológico e ganhou fama na internet — Foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília
A cobra Naja que picou o jovem em Brasília faz ensaio fotográfico no zoológico e ganhou fama na internet — Foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília
PorBruna Pinheiro12/07/2020 12h48

O jovem de 22 anos, Pedro Henrique Krambeck, está internado desde o último dia 7 de julho após ter sido picado por uma cobra da espécie naja, chegando a ficar em coma. Estudante de medicina veterinária, Pedro recebeu recebeu soro antiofídico, segue na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e é suspeito de tráfico de animais. 

A cobra é considerada uma das mais perigosas do mundo, levando suas vítimas com frequência à morte. Originária de regiões da África e da Ásia, há pouca pesquisa de soro antiofídico no Brasil, sendo encontrado somente  Instituto Butantan, em São Paulo para medicar Krambeck.

Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul é suspeito de Tráfico de animais silvestres no DF
Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul é suspeito de Tráfico de animais silvestres no DF
Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul é suspeito de Tráfico de animais silvestres no DF

Apesar de possuir o soro, o Butantan informou que não produz e nem disponibiliza soro antiofídico para acidentes com naja, já que a espécie não pertence à fauna brasileira: "A instituição somente mantém um pequeno estoque em sua unidade hospitalar de atendimento para eventual acidente com pesquisadores que realizam estudos com o animal na instituição [...]", informou.

Pedro Henrique Krambeck foi multado pelo Instituo Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em R$ 2 mil pela suspeita de criar e reproduzir serpentes para um esquema de tráfico de animais silvestres. Após ter sido picado, o suspeito abandonou a coba próximo à um shopping, no Lago Sul, em Brasília. Junto com ela, outras 16 cobras foram encontradas em um haras, todas fariam parte do acervo de Pedro e a maioria dos animais não possuía registro.

Sob a suspeita de tráfico de animais, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de três colegas de Pedro, e avalia indícios de que os quatro reproduziam as cobras em cativeiro. Todos são estudantes de medicina veterinária na instituição de ensino privado Faciplac, no Gama. Com a melhora do quadro de Pedro, ele deve ser ouvido pela polícia assim como os colegas, que já relataram parte do incidente.

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Sobre o autorBruna Pinheiro
Internacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1