Uma das unidades dos supermercados Carrefour, em Recife, inquieta milhares de pessoas ao redor do país desde a última terça-feira (18), quando veio à tona um caso da última sexta-feira (14) em que um representante de vendas de uma empresa de alimentos fornecedora morreu no estabelecimento e teve seu corpo coberto por guarda-sóis até a chegada do Instituto Médico Legal (IML), quatro horas após a morte.
Clientes e funcionários confirmam que o estabelecimento permaneceu em pleno funcionamento durante o dia, mesmo durante o período em que era aguardada a remoção do corpo, o que gerou revolta nas redes sociais, com inúmeros comentários de repúdio ao supermercado e à falta de sensibilidade da gerência. Em meio à chuva de críticas, o Carrefour decidiu responder alguns internautas no Twitter.
@peamonteiiro O inesperado falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de um infarto, foi muito triste para nós do Carrefour. Sentimos muito e, por conta do ocorrido, revisitamos os protocolos para implementar a obrigatoriedade de fechamento das lojas para fatalidades como essa.
— Carrefour Brasil (@carrefourbrasil) August 18, 2020
Nós lamentamos profundamente o que aconteceu em nossa loja. Nossa equipe de Prevenção e Riscos acionou o Samu assim que o prestador de serviços começou a passar mal e seguiu todos os protocolos durante o socorro e após o falecimento +
— Carrefour Brasil (@carrefourbrasil) August 14, 2020
Apesar das respostas diretas a alguns usuários, a empresa não emitiu nenhuma nota de esclarecimento oficial, a não ser um comunicado enviado ao G1, muito semelhante ao que foi utilizado para responder os comentários nas redes sociais. Fontes ligadas ao estabelecimento afirmam que o corpo do homem de 53 permaneceu das 7h30 até as 11h no local.
Esta não é a primeira vez que o Carrefour enfrenta problemas com o público. No final de 2019, um segurança da rede de supermercados agrediu compulsivamente um cachorro no estacionamento, resultando na morte do animal. Posteriormente, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a prefeitura do município de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, estipularam a multa de R$ 1 milhão pelos maus-tratos.

