#ForaLudimilla: universitários anunciam golpe em eleição para reitoria, Bolsonaro empossa a terceira colocada

A professora Ludmilla Carvalho se diz feliz por ser a primeira reitora da universidade e que 'quem não quiser estudar lá que saia'
A professora Ludmilla Carvalho se diz feliz por ser a primeira reitora da universidade e que 'quem não quiser estudar lá que saia'
Bruna Pinheiro
Por Bruna Pinheiro

O presidente Jair Bolsonaro foi hoje (21) ao Rio Grande do Norte para sua terceira visita ao Nordeste em menos de um mês, cumprindo agenda em Mossoró e Ipanguaçu. Sem máscara e cumprimentando vários populares que foram acompanhar sua carreata, o presidente entregou 300 unidades habitacionais em um residencial que contou com investimentos de R$ 18,3 milhões do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). 

Entretanto, o que vem chamando a atenção nesta tarde nas redes sociais não o habitual desrespeito as normas de utilização de máscaras do presidente, mas sim o seu ato durante a cerimônia de entrega das casas em anunciar a nomeação de Luimilla Carvalho como reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Na UFERSA, cerca de 13 mil pessoas, entre estudantes, técnicos e professores da universidade sediada na cidade de Mossoró, onde Bolsonaro esteve, votaram virtualmente no dia 15 de Junho pela formação de lista tríplice de candidatos à reitoria. Estavam aptos a votar os membros da comunidade acadêmica com cadastro ativo no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) da instituição. 

Ludimilla Carvalho teria ficado em terceiro lugar no pleito, não sendo assim empossada como reitora. Ela teve 18,33% dos votos. Seus adversários, Rodrigo Codes (37,55%) e Jean Berg (24,84%) ficaram à frente. A lista tríplice havia sido enviada para o Ministério da Educação, conforme protocolo. Mas, apesar da colocação, presidência pode escolher nomear o reitor, independentemente da posição entre os três nomes votados no pleito.

Nas redes sociais, alunos da Ufersa que são contrários a nomeação direta de Bolsonaro para o reitor da universidade levantaram a hashtag #ForaLudimilla e relembram que esta não é a primeira vez que o presidente interfere na organização de universidades federais no país.

Conforme reportagem do jornal "The Intercept Brasil", o presidente escolheu outros nomes (dentro e fora da lista tríplice) em 2019 das Universidades: UFFS, UFC, UFVJM, UFRB, UFTM, UFGD, e do Cefet-RJ.

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Bruna Pinheiro
Bruna PinheiroInternacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1
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