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ESPN demitirá 300 funcionários para investir em novas plataformas de vídeo

·Atualizado há mais de 4 anos
ESPN demitirá 300 funcionários para investir em novas plataformas de vídeo
O chefe da ESPN, James Pitaro, afirmou que pretende investir em novos empreendimentos de vídeo

A ESPN confirmou que irá eliminar 500 cargos na divisão de mídia esportiva da Disney, incluindo 300 funcionários e 200 cargos atualmente não preenchidos. O intuito, segundo o presidente da família de canais, James Pitaro, é liberar recursos para novos investimentos em streaming, conteúdos digitais e outros tipos de experiência de vídeo projetadas para as novas maneiras de consumir esporte no mundo. 

Nesta quinta-feira (5), Pitaro divulgou um memorando aos funcionários em que fala sobre a chegada de um "ponto de inflexão" e a "velocidade com que as mudanças estão ocorrendo", sugerindo um clima de urgência para que a rede esportiva não deixa de atrair um grande público. 

"Colocar recursos em apoio à nossa estratégia de negócios direta ao consumidor, digital e, claro, experiências de televisão inovadoras contínuas, é mais crítico do que nunca”, disse o chefe da divisão que até pouco tempo atrás era um dos ativos mais estáveis da Disney. 

Agora, a missão principal é reconstituir as operações da ESPN à medida que os consumidores abandonam as formas tradicionais de assistir TV, favorecendo cada vez mais os serviços de streaming, sobretudo nos dispositivos móveis, que estão sempre ao lado dos consumidores.

A ESPN prosperou durante décadas com as taxas exorbitantes que recebe dos distribuidores de cabo e satélite, mas a mudança de cenário obrigou Pitaro a optar pela perda de cargos relacionados à mídia televisiva, enquanto as assinaturas continuam caindo. 

A ESPN tem lutado por meses com mudanças em seus negócios e chegou a ter outras rodadas de demissões antes do início da pandemia de Covid-19. Contudo, os efeitos do contágio na produção de esportes ao vivo geraram novas considerações sobre os recursos da ESPN, motivando as diferentes equipes da rede esportiva a encontrarem maneiras de produzir programas com funcionários trabalhando remotamente, utilizando métodos de transmissão de jogos que muitas vezes dependem de menos pessoas.

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