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Com um a menos e gol contra, Paysandu cede empate ao Remo no primeiro Re-Pa de 2026

Em clássico eletrizante no Mangueirão, Remo e Paysandu empatam em 1 a 1 pelo Parazão 2026

Com um a menos e gol contra, Paysandu cede empate ao Remo no primeiro Re-Pa de 2026
O Papão saiu na frente, mas expulsão e gol contra decretam igualdade.

O primeiro clássico Re-Pa da temporada de 2026 entregou tudo o que o torcedor paraense esperava: emoção, polêmica, gols e um roteiro dramático até o apito final. Na tarde deste domingo (8), o Estádio Olímpico do Pará, o popular Mangueirão, foi palco de um duelo de dois tempos distintos, onde Remo e Paysandu ficaram no empate em 1 a 1, em partida válida pela quarta rodada do

Campeonato Paraense

O resultado mantém o Clube do Remo na liderança invicta da competição, agora com um ponto precioso somado em um jogo que começou adverso. Já o Paysandu, que buscava a reabilitação após tropeço na rodada anterior, sai com o gosto amargo de ter dominado a primeira etapa, mas ter sucumbido à desvantagem numérica após uma expulsão crucial antes do intervalo.

Domínio Bicolor e a expulsão que mudou o jogo

A partida começou com o Paysandu impondo um ritmo intenso. Pressionado pela necessidade de vitória, o time bicolor adiantou as linhas e dificultou a saída de bola do rival. O goleiro azulino, Marcelo Rangel, foi exigido logo nos minutos iniciais, operando milagres para evitar que o placar fosse inaugurado precocemente. O Leão, por sua vez, parecia irreconhecível, errando passes simples e não conseguindo conectar seu meio-campo ao ataque.

A superioridade do Papão foi traduzida em gol aos 35 minutos do primeiro tempo. Após uma bela trama ofensiva pelo lado esquerdo, a bola chegou limpa para Ítalo Carvalho dentro da área. O atacante mostrou frieza e categoria para finalizar no canto, sem chances de defesa, explodindo a Fiel Bicolor nas arquibancadas do Mangueirão.

No entanto, o futebol é feito de detalhes. Aos 43 minutos, quando o Paysandu controlava as ações e parecia caminhar para uma vitória tranquila, o cenário mudou drasticamente. O volante Brian Macapá se envolveu em uma confusão no meio-campo e cometeu uma falta dura. A arbitragem não hesitou e aplicou o cartão vermelho direto, deixando o time alviceleste com um jogador a menos pouco antes do intervalo.

Pressão Azulina e o gol de empate

Na volta para o segundo tempo, o técnico do Remo promoveu alterações táticas, lançando o time ao ataque para aproveitar a vantagem numérica. A entrada de jogadores mais velozes pelas pontas, como Jaderson, deu nova dinâmica ao Leão, que passou a encurralar o Paysandu em seu campo de defesa.

A insistência azulina deu resultado aos 12 minutos da etapa final. Em uma jogada de pressão pela direita, a bola foi cruzada com veneno para a pequena área. Na tentativa de cortar o perigo, o zagueiro bicolor Quintana foi infeliz e acabou desviando contra o próprio patrimônio, decretando o empate no clássico: 1 a 1.

Momentos finais de tensão

Após o gol de empate, o jogo ganhou contornos de drama. O Remo tentou a virada na base do "abafa", criando chances claras que pararam na defesa bem postada do Paysandu e na falta de pontaria de seus atacantes. O Papão, mesmo extenuado e com um a menos, mostrou valentia e ainda ameaçou em contra-ataques esporádicos, provando a força de sua camisa.

Os minutos finais foram marcados por muita disputa física e pouca técnica, com ambos os times parecendo aceitar a igualdade diante das circunstâncias. Ao apito final, o placar de 1 a 1 refletiu o equilíbrio de forças em momentos diferentes da partida: um tempo para cada lado e um ponto para cada tabela.

Situação no Campeonato Paraense

Com o empate, o Remo segue confortável na ponta da tabela, mantendo sua invencibilidade no Parazão 2026 e mostrando poder de reação. Já o Paysandu chega aos seis pontos e se mantém no G4, mas liga o sinal de alerta para a sequência da competição, precisando corrigir a disciplina para não sofrer em jogos decisivos.

O próximo capítulo da rivalidade já é aguardado, mas, por enquanto, a Amazônia segue dividida em azul e branco, com a certeza de que o Re-Pa continua sendo o maior espetáculo da região.

Imagem do autor Bruna Pinheiro
Sobre o autorBruna Pinheiro
Internacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1

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