'Não tem como ser político e ficar rico', diz Otoni de Paula durante buscas da PF

Otoni de Paula foi alvo de busca e apreensão pela PF junto com o cantor Sérgio Reis e outros investigados pelo STF no Rio e Brasília
Otoni de Paula foi alvo de busca e apreensão pela PF junto com o cantor Sérgio Reis e outros investigados pelo STF no Rio e Brasília
Marcos Henderson
PorMarcos Henderson

O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) afirmou nesta sexta-feira (20) que "não tem como você ser um político e ficar rico", durante cumprimento de mandados de busca e apreensão contra ele e o cantor Sérgio Reis expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e executados pela Polícia Federal (PF) como parte da ação que investiga incitação a atos antidemocráticos. 

Durante seu discurso escrito publicado nas redes sociais, o deputado federal também foi além, dizendo que um pastor não consegue se tornar milionário, a não ser que tenha uma vida paralela como empresário.  

Ao todo, foram autorizados 13 mandatos pelo ministro Alexandre de Moraes, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Com isso, os agentes da Polícia Federal compareceram em 29 endereços no Rio de Janeiro e Brasília na manhã desta sexta-feira, incluindo as residências de Otoni e Reis. 

Segundo a PF, “o objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Otoni, que já devia aguardar a chegada repentina da polícia a qualquer instante, se vangloriou por não ter dinheiro em espécie ou outras evidências contra sua integridade em casa. “Não há nada melhor do que você andar de cabeça erguida. Não há nada melhor do que você não dever nada a ninguém. Não há nada melhor que a polícia vir na sua casa e não ter dinheiro para ser apreendido, não ter joias, não ter relógio de ouro de prata, de marca", disse o deputado. 

Denunciado pela PGR ao STF em julho de 2020, Otoni é acusado pelos crimes de injúria, difamação e coação devido aos vídeos em que faz ataques diretos ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes. Na filmagem, Otoni chama Moraes de "lixo", "tirano" e "canalha". 

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