Comandante da PM é afastado após incitar ato pró-Bolsonaro em SP

O coronel Aleksander Lacerda foi afastado do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 7, de acordo com o governador de São Paulo, João Doria
O coronel Aleksander Lacerda foi afastado do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 7, de acordo com o governador de São Paulo, João Doria
Marcos Henderson
PorMarcos Henderson

O comandante da PM Aleksander Lacerda foi afastado do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 7, em Sorocaba, SP, de acordo com informações divulgadas pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que repudiou a incitação explícita de Lacerda para atos pró-Bolsonaro. 

"Aqui no estado de São Paulo não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política. São Paulo tem a melhor Polícia Militar do país, a mais bem treinada, a mais bem equipada. São Paulo tem orgulho da polícia ligar e do seus policiais e do seus colaboradores. E também do seu comando da Polícia Militar na figura do coronel Alencar. E nós aqui, conjuntamente, não admitiremos nenhuma postura de indisciplina como foi feita pelo Coronel Aleksander e agora ele está afastado da Polícia Militar a partir desta manhã", disse Doria nesta segunda-feira (23). 

O coronel da PM fez postagens em rede social defendendo protestos a favor do presidente Jair Bolsonaro e convocando militantes de extrema-direita para um novo ato antidemocrático com ataques diretos ao Supremo Tribunal Federal (STF). A atitude vai contra o regulamento da corporação, que proíbe qualquer policial de participar ou promover atos políticos ou partidários. 

Em seu discurso revoltado nas redes sociais, Aleksander atacou diretamente o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por não dar prosseguimento ao pedido de impeachment contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e também criticou o governador de São Paulo e o atual secretário de Projetos e Ações Estratégicas estadual, Rodrigo Maia. 

No Twitter, bolsonaristas manifestam indignação com o afastamento de Lacerda, utilizando argumentos que sugerem "censura" e até "perseguição comunista", entre outros termos irracionais comumente utilizados pelos apoiadores do presidente, que consideraram a incitação do comandante da PM uma simples convocação para atos comemorativos do feriado de 7 de setembro. 

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