Pesquisa Ipec aponta vitória de Lula contra Bolsonaro nas eleições de 2022

Lula poderia vencer as eleições ainda no primeiro turno, de acordo com a nova pesquisa do Ipec
Lula poderia vencer as eleições ainda no primeiro turno, de acordo com a nova pesquisa do Ipec
Marcos Henderson
PorMarcos Henderson

Uma nova pesquisa Ipec divulgada em detalhes nesta quarta-feira (22) mostra um cenário favorável à vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022, com mais de 20 pontos percentuais à frente do atual presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido). O resultado também aponta que o ex-presidente possui maior intenção de voto do que a soma de todos os outros possíveis candidatos, incluindo Ciro Gomes, João Doria e Luiz Henrique Mandetta. 

No primeiro cenário, Lula aparece com 48% dos votos, contra 23% de Bolsonaro, 8% de Ciro Gomes (PDT), 3% de João Doria (PSDB) e 3% de Luis Henrique Mandetta (DEM). Este resultado mantém Lula com percentual suficiente para vencer as eleições ainda no primeiro turno. 

Já no cenário 2, Luiz Inácio Lula da Silva soma 45%, contra 22% de Bolsonaro, 6% de Ciro, 5% de Sergio Moro, 3% de Datena, 2% de João Doria, 1% de Mandetta e 1% de Rodrigo Pacheco, além do percentual zerado para Alessandro Vieira e Simone Tebet. Neste cenário, Lula ficaria no limite da margem de erro (2 pontos para mais e para menos) para vencer as eleições no primeiro turno. 

Após o encerramento do IBOPE Inteligência, anteriormente conhecido como Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística ou IBOPE, ex-executivos da empresa criaram o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), dando continuidade aos principais trabalhos exercidos pela antiga companhia. 

O novo levantamento foi realizado entre 16 e 20 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A potência de Lula pode ser vista mais claramente na região Nordeste, onde o ex-presidente obtém uma oscilação entre 63% e 65%.

A pesquisa também evidencia que as intenções de voto em Lula crescem conforme a renda familiar mensal diminui, variando de 29% entre as pessoas com mais de 5 salários mínimos mensais e 59% entre as pessoas com menos de um salário mínimo. 

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