Futebol

Show do intervalo na final da Copa do Mundo divide opiniões e quebra recorde de tempo

Inspirado no Super Bowl, espetáculo de mais de 27 minutos no MetLife Stadium gerou debate entre o entretenimento e a tradição do futebol

Bruna Pinheiro
Atualizado há cerca de 13 horas
Show do intervalo na final da Copa do Mundo divide opiniões e quebra recorde de tempo
Justin Bieber foi uma das atrações do show do intervalo durante o jogo entre Argentina x Espanha pela final da Copa do Mundo. Reprodução / CazéTV

A decisão da Copa do Mundo de 2026, disputada entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, entrou para a história não apenas pelo desempenho das seleções em campo, mas também por uma mudança em uma tradição de 96 anos. Pela primeira vez, o torneio contou com um show de intervalo oficial nos moldes norte-americanos. A iniciativa já vinha gerando grande expectativa, mas a execução dividiu opiniões de torcedores, críticos e astros do esporte.

O principal ponto de discórdia foi a duração do evento. Para viabilizar a montagem, a apresentação e a desmontagem da megaestrutura, a pausa do jogo durou exatamente 27 minutos e 22 segundos. O tempo extrapolou consideravelmente o limite regulamentar de 15 minutos estabelecido pela IFAB. Essa extensão quase duplicou o tempo padrão de descanso dos atletas, gerando debates sobre o impacto físico e técnico no andamento da partida.

Apesar das controvérsias de tempo, a produção musical entregou um espetáculo de proporções gigantescas, claramente inspirado no formato do Super Bowl. O palco recebeu performances de grandes nomes da música global, como Shakira, BTS, Justin Bieber, Burna Boy e o maestro Gustavo Dudamel, além de uma emocionante homenagem a Pelé. Um dos momentos mais marcantes da noite ocorreu quando Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho surpreendem como motoristas de Madonna no show do intervalo da final da Copa do Mundo de 2026, levando o público ao delírio.

No entanto, nas redes sociais e na imprensa internacional, muitos descreveram a apresentação como "bizarra" e excessivamente "feita para a televisão", distanciando-se da atmosfera orgânica dos estádios de futebol. Críticas de peso também vieram de figuras públicas. O cantor Liam Gallagher foi enfático ao comparar a experiência do show a uma "viagem ruim" (bad trip). No meio esportivo, o ex-jogador inglês Wayne Rooney também expressou sua desaprovação, ressaltando que prefere manter o foco exclusivo no esporte.

A estreia do show de intervalo na finalíssima consolida uma nova era de espetacularização do Futebol, aproximando o esporte mais popular do planeta dos padrões de entretenimento norte-americanos. Se a moda vai pegar de forma definitiva nas próximas edições, ainda é uma incógnita, mas o debate sobre os limites entre o esporte e o show business está oficialmente aberto.

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