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Futebol

Os números por trás da permanência de Léo Condé no comando do Remo

Diretoria azulina optou pela continuidade do treinador; retrospecto mostra evolução dentro do Mangueirão e queda de rendimento depois da Copa do Mundo

Marvin Almeida
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Os números por trás da permanência de Léo Condé no comando do Remo
Léo Condé durante treinamento no Remo. Foto: Ascom Remo.

Quando Léo Condé assumiu o Remo, no lugar de Juan Carlos Osorio, o Leão Azul era o 16º colocado, com 3 pontos em 4 rodadas — três empates e uma derrota. A estreia veio contra o Fluminense, no Mangueirão, e terminou em 2 a 0 para os cariocas. Meses depois, com a equipe ainda na zona de rebaixamento, a diretoria decidiu manter o treinador. Os números ajudam a entender a escolha.

Duas leituras da mesma campanha

Nas primeiras 19 partidas de Série A sob o comando de Condé, o Remo somou 5 vitórias, 5 empates e 9 derrotas: 20 pontos em 57 disputados, aproveitamento de 35,1%, com 21 gols marcados e 29 sofridos. Dos 20 pontos, 12 vieram como mandante.

Recortando apenas os 10 jogos mais recentes desse período, o cenário muda: 15 dos 30 pontos possíveis, com 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas — 50% de aproveitamento, incluindo triunfos sobre Chapecoense, São Paulo e Vitória e empates com Palmeiras, Atlético-MG e Internacional.

A queda pós-Copa

O contraponto está no calendário depois da parada para a Copa do Mundo. Somando Brasileirão e Copa do Brasil, foram 8 partidas com 1 vitória, 3 empates e 4 derrotas: 25% de aproveitamento, 7 gols marcados e 11 sofridos. O único triunfo foi o 2 a 0 sobre o Vitória, em Belém.

No total, considerando todas as competições, o treinador chegou ao duelo com o Flamengo somando 28 jogos no comando azulino, com 8 vitórias, 7 empates e 13 derrotas.

A temperatura na arquibancada

A impaciência apareceu fora de campo. Na madrugada do dia 26 de agosto, faixas de protesto foram colocadas na sede social do clube, no bairro de Nazaré, com críticas à diretoria e ao trabalho do treinador. Internamente, segundo publicação do Diário do Pará, a sequência de cinco jogos iniciada contra o Coritiba — com Flamengo, Bahia, Santos e Grêmio na sequência — tinha como meta a conquista de 10 dos 15 pontos disponíveis. Os dois primeiros capítulos, porém, terminaram em derrota.

A aposta de Condé

Mesmo assim, o treinador saiu do Mangueirão no domingo enxergando sinais de evolução e mantendo o discurso de permanência. Segundo ele, o caminho passa por vencer, “principalmente jogos em casa”, e buscar pontos fora. A leitura interna é de que o Remo precisa combinar o volume ofensivo mostrado contra o Coritiba com a organização defensiva apresentada diante do Flamengo — e transformar isso em pontos.

A primeira resposta vem na segunda-feira (14), às 20h, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova. Restam 12 rodadas para o trabalho ser medido pelo único critério que interessa nesta altura: a tabela. Acompanhe a cobertura completa do Remo no Diário 24 Horas.

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