O número de contratações de empregados na indústria brasileira caiu 0,4% em setembro, em relação a agosto, contabilizando a quinta taxa negativa consecutiva nesta comparação, o que representa um acúmulo de 1,7% de perdas. Os foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) de setembro.
Segundo o coordenador de Indústria do IBGE, André Macedo, a redução na demanda e no consumo das famílias, em função de endividamento e inflação, pode ter impactado as encomendas à indústria, o que puxou para baixo os resultados do emprego nos últimos meses.
Se for comparar com o mesmo período do ano passado, o emprego industrial apontou uma queda de 1,4%. O resultado foi a 24ª taxa negativa nesse tipo de confronto e o mais intenso desde setembro de 2012 (-1,9%), apontou o IBGE.
De acordo com o IBGE, 12 dos 14 locais pesquisados contribuíram para a queda, sendo que a Região Nordeste teve o pior resultado (-6,3%), pressionado pelas demissões nas indústrias de alimentos e bebidas (-10,0%), calçados e couro (-8,0%), vestuário (-4,5%), minerais não-metálicos (-6,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-11,6%), produtos têxteis (-5,6%), indústrias extrativas (-8,1%), produtos de metal (-5,7%) e borracha e plástico (-4,0%).
Já no que diz respeito a folha de pagamento da indústria, a pesquisa aponta que, em setembro, o valor foi 1,6% maior do que em agosto, recuperando parte da perda de 2,3% observada no oitavo mês do ano. A maior influência foi do setor extrativo, com expansão de 8,5%.

