Notícias

Ataque à UPP termina em morte trágica no Rio de Janeiro

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Ataque à UPP termina em morte trágica no Rio de Janeiro

Traficantes atacaram a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Parque Proletário, localizado no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, no último domingo (2), pela parte da tarde, e o resultado deste atentado foi a morte da soldado Alda Rafael Castilho, que foi baleada na barriga, mas não resistiu aos ferimentos. O soldado Marcelo Gilliard também foi atingido pelo tiroteio mas, felizmente, não sofreu nada mais grave, sendo levado para o Hospital Central da Polícia Militar, onde segue em tratamento, no Estádio. 

Um casal que estava dentro de um carro que se encontrava próximo à UPP também foi atingido por balas perdidas. Baleada na cabeça, Elaine Marques foi operada e encontra-se em estado grave. Seu marido, Antonio Marcos Travesso, foi medicado e recebeu alta.

Os atiradores passaram em frente ao contêiner que serve de base da UPP num carro branco. Testemunhas disseram que outros dois carros deram cobertura à ação. Após o ataque, todos escaparam. O policiamento na região foi reforçado com policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. O contêiner atacado já foi periciado. Os investigadores vão requisitar imagens de duas câmeras de segurança que ficam nas proximidades.

Na noite de 2 de novembro, o policial Melquisedeque Basílio, de 29 anos, morreu ao ser baleado em frente à UPP Parque Proletário. Ele estava com outros dois PMs, patrulhando a localidade conhecida como Vacaria, quando foi atingido nas costas por cerca de 15 bandidos armados. Ninguém foi preso.

Além do policial, foram atingidos por balas perdidas outros dois moradores da favela: Manoel de Araújo, de 39 anos, e um menor de idade.

O conjunto de favelas da Penha é vizinho ao Complexo do Alemão. As comunidades foram ocupadas pelas forças de segurança em novembro de 2010, após uma onda de ataques a ônibus e postos policiais que levou pânico à cidade. A região ficou permanente ocupada pelo Exército até meados de 2012, quando foram inauguradas oito Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): quatro na Penha, e outras quatro no Alemão.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Mais sobre

Polícia