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Black Blocs receberam doações de vereadores, delegado e juiz

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Black Blocs receberam doações de vereadores, delegado e juiz

O polêmico grupo Black Blocs, responsável por cenas violentas de depredação e vandalismo em diversas manifestações no país, recebe doações para poder se sustentar e garantir equipamentos de combate contra a polícia, além de faixas, entre outros. O que ninguém esperava era que, na lista de doadores, estivessem políticos e autoridades do Rio de Janeiro, segundo uma planilha obtida pelo site “Veja”. Dois vereadores do PSOL, um delegado de polícia e até mesmo um juiz aparecem na lista. 

Apesar de não representar nenhum tipo de ilegalidade, as doações causam muita polêmica pelo país inteiro, já que os políticos criam uma imagem de apoio aos manifestantes, dando a entender que existe um elo entre ambas as partes. 

A doação foi realizada para ajudar no ato “Mais amor, menos capital”, do dia 24 de dezembro do ano passado, que foi uma das organizações do grupo que terminou pacificamente, sem casos de vandalismo. 

Jefferson Moura (PSOL) e Renato Cinco (PSOL) teriam doado R$ 400 e R$ 300, respectivamente, enquanto o juiz João Damasceno aparece como doador de R$ 100. O delegado Orlando Zaccone, por sua vez, colaborou com a quantia de R$ 200. 

Damasceno já é conhecido por apoiar as manifestações populares de rua, tanto que até um vídeo ele gravou favorecendo os protestos como atitudes dignas de aprovação, mesmo que a violência tenha tomado conta, graças a atitudes da polícia em confronto com os manifestantes. 

A assessoria de Jefferson Moura confessou que a doação partiu de funcionários do gabinete do parlamentar, e também que o vereador já estava de recesso quando os militantes pediram as doações. Mas informou que o parlamentar provavelmente doaria o dinheiro se estivesse presente.

Zaccone também não se intimidou e revelou que fez a doação de R$ 200, após receber uma ligação de Elisa Quadros, conhecida como Sininho, até então desconhecida por ele. Ela fez uma proposta para que ele participasse de um debate e explicasse sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo, entre outros tópicos. 

“Fiz  a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. E, no Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?", afirmou Zaccone. 

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