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Número de mortos em protestos na Ucrânia sobe para 21

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos

Pelo menos 21 pessoas já morreram nos protestos que ocorrem em Kiev na Ucrânia.  Os mortos estão divididos entre 14 manifestantes e sete policiais durante a violência que eclodiu na capital ucraniana. Nesta terça-feira centenas de pessoas ficaram feridas, com dezenas em estado grave, afirmaram a polícia e representantes da oposição.

Pelo menos quatro manifestantes foram mortos durante o assalto das forças da ordem à Praça da Independência (Maidan), no centro de Kiev. "Quatro manifestantes morreram durante o reforço do Maidan", declarou Sviatoslav Janenko, responsável pelos serviços médicos da oposição. O balanço anterior era de cinco civis e sete policiais mortos nesta terça-feira de manhã.

Mais cedo, a Casa dos Sindicatos, transformada em QG dos manifestantes no centro de Kiev, estava em chamas em vários andares, na madrugada desta quarta (hora local). Os ativistas deixavam o prédio na Praça da Independência (Maidan), praça central de Kiev ocupada desde dezembro pelos opositores ao governo. Alguns estavam sendo retirados em macas.

O motivo dos protestos no país são reivindicações dos participantes que querem a renúncia do premiê Azarov e do presidente Viktor Yanukovych, que segundo analistas, é apoiado pela Rússia. O governo ucraniano sofreu forte pressão econômica de Moscou para desistir do acordo com o bloco europeu.

Os manifestantes ainda estão nas ruas e cogitam organizar uma greve geral no país.

O estopim foi a decisão do governo de não assinar uma parceria abrangente com a União Europeia, apesar de anos de negociações destinados a integrar a Ucrânia com os 28 países do bloco.A decisão foi anunciada em 21 de novembro e causou grande frustração em uma reunião da UE com ex-repúblicas soviéticas no final de novembro.

Milhares de ucranianos favoráveis à adesão à União Europeia tomaram as ruas da capital – em 24 de novembro o número de manifestantes foi estimado em 100.000. Eles exigiam que o presidente Viktor Yanukovych voltasse atrás na sua decisão e retomasse as negociações com o bloco europeu.

Contudo, o mandatário se recusou e os protestos se intensificaram. Agora, os manifestantes exigem a renúncia de Yanukovych e seu gabinete. A tensão em Kiev aumenta a cada dia com a intensidade das revoltas dos manifestantes e a repressão tentando conter a violência dos mesmos.

 

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