A tensão na região da Criméia que gerou atrito entre Ucrânia e Rússia caiu no desagrado de vários países do mundo todo por considerar a atitude russa de anexação da região ilegal e forçada, inclusive o governo americano.
Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, está tentando reunir apoio para responder à Rússia sobre tal anexação de forma mais contundente. Ele se reuniu hoje com seu colega chinês, Xi Jinping, tentando buscar o apoio de Pequim para isolar a Rússia no conflito com a Ucrânia pelo domínio da região autônoma da Crimeia.
Com a crise na Ucrânia, o fórum em que ambos se reuniram virou área de discussão sobre as represálias a Moscou, deixando de lado o tema central, o terrorismo nuclear. Este encontro foi realizado na Holanda, onde participam da Cúpula de Segurança Nacional.
Segundo a Casa Branca, Xi defendeu uma solução política para a crise e reafirmou a importância da soberania nacional. No entanto, Pequim descartou ações mais duras, como as sanções econômicas feitas pelos Estados Unidos e a União Europeia. A Chancelaria chinesa ainda não fez comentários sobre a reunião. Embora tenha se aliado à Rússia em outros problemas diplomáticos, como a guerra civil na Síria, a China se absteve no Conselho de Segurança da ONU em uma resolução sobre Crimeia.
Estados Unidos, França e Reino Unido votaram a favor da medida, que teve o veto de Moscou. De acordo com analistas, a China se absteve por um lado para manter a boa relação com os vizinhos russos e para não abrir precedentes para os separatistas Tibete e Xinjiang, por outro. Obama disse que está junto com a União Europeia em sua posição de aplicar sanções à Rússia. Porém, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, disse que os Estados Unidos e os outros países do G7 não pretendem tirar os russos do G8 por enquanto.
A realização do encontro do G8 na Rússia, mais precisamente em Sochi, não acontecerá mais pelo menos por enquanto e está suspensa em represália a decisão imposta pelo governo russo liderado pelo presidente Vladimir Putin.

