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Bolsonaro resume indicação de amigo da família à PF: "E daí?"

·Atualizado há mais de 4 anos
Bolsonaro resume indicação de amigo da família à PF: "E daí?"
Presidente minimiza relação da família com o diretor da Abin e reforça possível indicação.

Intrigas políticas têm sido, pelo visto, a principal meta do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus. Após demitir Luiz Henrique Mandetta do cargo principal do Ministério da Saúde, chegou a vez de borbulhar desavenças no Ministério da Justiça, que perdeu a chefia de Sergio Moro após exoneração de Maurício Valeixo da Polícia Federal.

Entre os nomes cotados para a direção-geral da PF, o que já está a meio caminho de ser oficializado é o de Alexandre Ramagem, reconhecidamente próximo à família Bolsonaro, sobretudo de um dos filhos, Carlos, com quem o atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) aparece em foto descontraída em festa de ano novo, na virada de 2018 para 2019, época em que a presidência da república mudou para a posse atual.

No Facebook, Bolsonaro rebateu o comentário de uma internauta que apontava a amizade de Ramagem com seus filhos: "E daí? Antes de conhecer meus filhos, eu conheci o Ramagem. Por isso deve ser vetado? Devo escolher alguém amigo de quem?", disparou o presidente, debochando do comentário da internautas e reforçando a seletividade controversa em suas escolhas, que continuam conturbando o país no momento menos ideal possível.

Ramagem é delegado da Polícia Federal e chegou a comandar as divisões de Administração de Recursos Humanos e de Estudos, Legislações e Pareceres, além de ter atuado na área de coordenação de eventos, a exemplo da Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016 e a conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente.

A relação política com Bolsonaro iniciou em 2018, quando o diretor da Abin comandou a segurança do então candidato à presidência após o atentado em Juiz de Fora (MG) em que o atual presidente foi esfaqueado. Até o momento, não existem informações concretas sobre quem substituirá Sergio Moro no Ministério da Justiça.