Campanha "Somos 70 por Cento" ganha forte adesão

O economista está ganhando adesão de centenas de anônimos e políticos
O economista está ganhando adesão de centenas de anônimos e políticos
Bruna Pinheiro
Por Bruna Pinheiro

O economista Eduardo Moreira iniciou despretensiosamente uma campanha nas redes sociais denominada “Somos 70 por Cento”, em alusão aos praticamente 70% de entrevistados pela última pesquisa Datafolha que reprovam a aproximação do presidente Bolsonaro com o chamado “Centrão”. A campanha alcançou até o momento mais de 42 mil tuites.

Em seus tuites, Eduardo Moreira relata que “70% rejeitam aproximação ao Centrão (Datafolha); 70% acham Bolsonaro Péssimo/Ruim/Regular; 70% apoiam medidas de isolamento Mais de 70% sabem que a terra é redonda #Somos70porcento”. O levantamento do Instituto Datafolha entrevistou 2.069 pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Em entrevista à Fórum, Eduardo relatou sobre o sentimento que perpassa os que não apoiam o atual presidente, tendo a impressão de que não são a maior parte da população: “O curioso é que a gente age como se fossemos minoria, e eles agem como maioria. Falam, gritam, colocam medo em todo mundo. Mas somos maioria, quem tem que ter medo são eles”, afirmou.

O movimento atual do economista ganhou força em meio à um momento de muitas manifestações políticas e sociais sobre o caso de assassinato de George Floyd, nos EUA, que está gerando há dias protestos no país e muita violência. “É muito importante que tenhamos uma frase [#Somos70porcento], como os Estados Unidos, que adotaram a frase ‘I can’t breath’ [em referência à palavra de ordem nos protestos antirracistas nos EUA após a morte de George Floyd]”, e continuou, “É preciso que as pessoas percam o medo de se posicionarem. Não precisamos ter medo de nada”.

Em força de contra-campanha, os apoiadores do presidente subiram a hasgtag "Somos 57 milhões", em referência as 57 milhões de pessoas que votaram em Bolsonaro para a presidência em 2018. 

Sobre o autor

Bruna Pinheiro
Bruna PinheiroInternacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1
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