Walmart se une à Microsoft pela compra do TikTok

As ações do Walmart subiram mais de 5% após a notícia
As ações do Walmart subiram mais de 5% após a notícia
Bruna Pinheiro
PorBruna Pinheiro

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informar que a atuação do aplicativo chinês "TikTok" está proibido de atuar no país por meio exclusivo se sua dona, a ByteDance, uma corrida de empresas de tecnologia para operar a plataforma iniciou.

No dia 6 de agosto, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva dizendo que a empresa seria proibida nos EUA, a menos que concluísse uma venda para uma empresa sediada nos EUA. O conglomerado chinês ByteDance é suspeito de usar a plataforma para colher dados dos usuários.

A Microsoft é uma das principais empresas dispostas a comprar o aplicativo em terras norte-americanas, mas possui concorrentes de peso como a Oracle. Visando ampliar a proposta competitiva da Microsoft, a empresa Walmart, multinacional de lojas de departamentos, se aliou à empresa de tecnologia.

“A maneira como a TikTok integrou recursos de comércio eletrônico e publicidade em outros mercados é um benefício claro para os criadores e usuários nesses mercados”, disse um porta-voz do Walmart à CNBC, no momento em que noticiaram a oferta conjunta.

“Acreditamos que um relacionamento potencial com a TikTok dos EUA em parceria com a Microsoft poderia adicionar essa funcionalidade chave e fornecer ao Walmart uma maneira importante de alcançar e atender clientes omnichannel, bem como expandir nosso marketplace e negócios de publicidade. Estamos confiantes de que uma parceria entre o Walmart e a Microsoft atenderia às expectativas dos usuários do TikTok nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, atenderia às preocupações dos reguladores do governo dos Estados Unidos".

Segundo a emissora, o acordo das duas empresas para a compra seria fechado em até 48 horas por um valor que varia “entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões”.

A quinta-feira (27) foi repleta de novidades para o TikTok, após o pedido de demissão do diretor-executivo da empresa, Kevin Mayer, que relatou em seu comunicado que tomou a decisão “com grande pesar” devido o “entorno político [que] mudou drasticamente” no país.