Campanha "600 pelo Brasil" repudia novo valor do Auxílio Emergencial

Brasileiros protestam nas redes sociais após redução do valor do benefício pela metade
Brasileiros protestam nas redes sociais após redução do valor do benefício pela metade
PorMarcos Henderson01/09/2020 12h25

Após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que prorrogaria o Auxílio Emergencial por quatro meses com o valor reduzido para 300 reais, internautas do país inteiro deram início à campanha "600 pelo Brasil", que cobra a manutenção do valor original de 600 reais. O assunto pulou rapidamente para a primeira colocação dos trending topics do Twitter e apresenta centenas de milhares de pessoas em revolta generalizada contra a nova decisão. 

O deputado federal Marcelo Freixo lamentou a redução do auxílio: "Reduzir o auxílio emergencial p/ R$ 300 é o q Bolsoanro sempre quis. Isso revela mais uma vez sua crueldade com os mais pobres e q ele nunca quis combater desigualdades. Manter o valor de R$ 600 é possível c/ a taxação dos super-ricos", disse o professor de história, utilizando a hashtag "600peloBrasil".

Guedes afirmou que a redução para R$ 300 era a única forma possível de prorrogar o benefício
Guedes afirmou que a redução para R$ 300 era a única forma possível de prorrogar o benefício
Guedes afirmou que a redução para R$ 300 era a única forma possível de prorrogar o benefício

A pré-candidata à Prefeitura de Porto Alegre, Fernanda Melchionna, inseriu um discurso semelhante ao de Freixo, afirmando que Bolsonaro sempre quis "massacrar o povo em meio à crise e pandemia", citando, também, a taxação dos super-ricos como solução para manter o valor de R$ 600 sem impactar profundamente a economia brasileira. 

O filósofo e colunista da Carta Capital, Henry Bugalho, acredita que a manutenção dos R$ 600 é extremamente importante para apoiar as famílias mais necessitadas durante a fase ainda preocupante da pandemia. 

A professora de história de deputada federal do Rio de Janeiro, Talíria Petrone, foi enfática ao repudiar a determinação de Bolsonaro: "A oposição queria que o valor de 600 reais continuasse até o final do ano. Pergunta: como é possível a população mais pobre se sustentar com 300 reais?", disse Petrone. 

No discurso raso do ministro da economia Paulo Guedes, sobraram ainda mais motivos para as críticas, sobretudo quando o fundador da BTG Pactual - que censurou reportagens de Luis Nassif sobre compra de cartas de crédito do Banco do Brasil - afirmou que "ninguém foi deixado para trás" ao justificar a redução com base nos "recursos possíveis" dos cofres públicos. 

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson