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Campanha "600 pelo Brasil" repudia novo valor do Auxílio Emergencial

·Atualizado há mais de 4 anos
Campanha "600 pelo Brasil" repudia novo valor do Auxílio Emergencial
Brasileiros protestam nas redes sociais após redução do valor do benefício pela metade

Após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que prorrogaria o Auxílio Emergencial por quatro meses com o valor reduzido para 300 reais, internautas do país inteiro deram início à campanha "600 pelo Brasil", que cobra a manutenção do valor original de 600 reais. O assunto pulou rapidamente para a primeira colocação dos trending topics do Twitter e apresenta centenas de milhares de pessoas em revolta generalizada contra a nova decisão. 

O deputado federal Marcelo Freixo lamentou a redução do auxílio: "Reduzir o auxílio emergencial p/ R$ 300 é o q Bolsoanro sempre quis. Isso revela mais uma vez sua crueldade com os mais pobres e q ele nunca quis combater desigualdades. Manter o valor de R$ 600 é possível c/ a taxação dos super-ricos", disse o professor de história, utilizando a hashtag "600peloBrasil".

Guedes afirmou que a redução para R$ 300 era a única forma possível de prorrogar o benefício
Guedes afirmou que a redução para R$ 300 era a única forma possível de prorrogar o benefício
Guedes afirmou que a redução para R$ 300 era a única forma possível de prorrogar o benefício

A pré-candidata à Prefeitura de Porto Alegre, Fernanda Melchionna, inseriu um discurso semelhante ao de Freixo, afirmando que Bolsonaro sempre quis "massacrar o povo em meio à crise e pandemia", citando, também, a taxação dos super-ricos como solução para manter o valor de R$ 600 sem impactar profundamente a economia brasileira. 

O filósofo e colunista da Carta Capital, Henry Bugalho, acredita que a manutenção dos R$ 600 é extremamente importante para apoiar as famílias mais necessitadas durante a fase ainda preocupante da pandemia. 

A professora de história de deputada federal do Rio de Janeiro, Talíria Petrone, foi enfática ao repudiar a determinação de Bolsonaro: "A oposição queria que o valor de 600 reais continuasse até o final do ano. Pergunta: como é possível a população mais pobre se sustentar com 300 reais?", disse Petrone. 

No discurso raso do ministro da economia Paulo Guedes, sobraram ainda mais motivos para as críticas, sobretudo quando o fundador da BTG Pactual - que censurou reportagens de Luis Nassif sobre compra de cartas de crédito do Banco do Brasil - afirmou que "ninguém foi deixado para trás" ao justificar a redução com base nos "recursos possíveis" dos cofres públicos.