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Atos de Flávio e Lula tomam as ruas horas antes do debate na Band

Flávio Bolsonaro discursou na Paulista com Tarcísio e Nikolas; apoiadores de Lula fizeram atos no Rio, em Brasília e em Salvador, com Chico, Caetano e Gil

Bruna Pinheiro
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Atos de Flávio e Lula tomam as ruas horas antes do debate na Band
Os apoiadores dos dois candidatos foram às ruas durante todo o final de semana. na expectativa de virar votos. Imagem: Reprodução/Instagram

Apoiadores dos dois candidatos à Presidência foram às ruas neste domingo (18), a uma semana do 2º turno e horas antes do primeiro debate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), marcado para as 20h, na Band. O senador comandou um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Já os apoiadores do presidente organizaram mobilizações em várias capitais, com participação de artistas.

Flávio na Paulista

Chamado pela campanha de "Bloco do 22", o ato de Flávio teve concentração a partir das 9h, perto do Masp, e terminou por volta das 13h. O candidato chegou por volta das 11h e subiu no trio elétrico com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

No discurso, que foi curto para poupar a voz para a noite, Flávio disse que vai usar o debate para expor o que chamou de "crimes" de Lula. Ele também afirmou que, se eleito, receberá a faixa presidencial do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas puxou coros contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e defendeu o impeachment do magistrado na próxima legislatura. Não houve estimativa oficial de público. Em ofício à prefeitura, o PL previa 20 mil participantes.

O ato foi convocado como resposta à manifestação pró-Lula do domingo anterior (11), na mesma avenida. Segundo a campanha petista, aquele evento reuniu 1 milhão de pessoas, número sem confirmação independente. Na dispersão daquele ato, estações de metrô foram pichadas.

Atos pró-Lula nas capitais

Lula não participou de atos neste domingo. Seus apoiadores, porém, programaram dezenas de mobilizações pelo país. No Rio, os atos começaram de manhã: o cantor Chico Buarque esteve em uma manifestação com estudantes na Avenida Presidente Vargas, perto da Candelária, e encerrou a fala com um "viva o presidente Lula". À tarde, às 16h, Caetano Veloso comanda um ato musical em defesa da democracia no Posto 5 de Copacabana.

Houve atos também em Brasília, perto do Museu da República, e em Maceió, ainda pela manhã. Em Salvador, Gilberto Gil e Daniela Mercury participam de um evento a partir das 13h. Curitiba e Porto Alegre têm mobilizações à tarde.

Em São Paulo, a campanha petista evitou um ato unificado no centro e apostou em concentrações simultâneas nas zonas sul, norte e leste, a partir das 15h.

Ação contra ato de Caetano foi encerrada

O ato de Copacabana chegou a ser alvo de uma ação no TSE, que pedia sua suspensão sob o argumento de que seria um "showmício" em favor de Lula. O ministro André Mendonça encerrou o processo por considerar que os autores não tinham legitimidade para propor esse tipo de ação na disputa presidencial. Ele não chegou a analisar se o evento é ou não propaganda irregular e enviou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral.

Disputa apertada

As mobilizações acontecem num cenário de empate técnico. Na pesquisa Datafolha mais recente, Flávio tem 51% dos votos válidos e Lula, 49%, mesmo resultado da Quaest. O 2º turno é no domingo (25).

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