Para José Genoino continuar em prisão domiciliar, a defesa afirma que ele segue sob um quadro de saúde muito delicado. Uma petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal declara que mesmo após 90 dias de tratamento domiciliar, o ex-deputado continua possuindo um quadro de alto risco cardiovascular e que, mesmo ele podendo integrar o conceito previdenciário de cardiopatia grave, pode ser caracterizado pela alta mortalidade diante das intercorrências clínicas verificas em seu caso.
O advogado Luiz Fernando Pacheco defende que Genoino sofre uma cardiopatia profunda e não pode cumprir a pena dentro de um presídio devido ser um paciente idoso e lesado por uma dissecção da aorta. Luiz Pacheco afirma também que o sistema penitenciário comum não possui estruturas para oferecer tratamento adequado a Genoino.
“Qualquer outra solução significa expor desnecessariamente o paciente a elevado risco de morte, tendo em conta a possibilidade da ocorrência de trombos, picos hipertensivos ou eventos hemorrágicos ou cardiológicos”, disse o advogado de defesa Luiz Fernando Pacheco.
Já o Juiz declara que dentro dos presídios do Distrito Federal existem “306 hipertensos, 16 cardiopatas, 10 com câncer, 56 com diabetes, 65 com HIV, 14 com hepatite B, 41 com hepatite C, 18 com tuberculose e 289 com asma”.
O ex-deputado José Genoino teve sua prisão decretada em novembro de 2013 e até foi levado para o Presídio da Papuda. Porém devido a uma determinação do ministro Joaquim Barbosa, Genoino teve o direito de cumprir sua prisão em casa por 90 dias. Durante o período no Presídio na Papuda, que fica no Distrito Federal, José Genoino passou mal e foi atendido em um hospital particular.

