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Arthur Lira ignora 'superpedido' de Impeachment de Bolsonaro e ironiza CPI da Covid

Marcos Henderson
Atualizado há quase 5 anos
Arthur Lira ignora 'superpedido' de Impeachment de Bolsonaro e ironiza CPI da Covid
O presidente da Câmera considera que ainda falta 'materialidade' nas denúncias contra o presidente

Aliado do Governo Federal, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), não irá acatar o "superpedido" de Impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e aproveitou a oportunidade para ironizar a condução da CPI da Covid

Questionado por jornalistas, Lira deixou claro que irá aguardar o desenrolar dos acontecimentos, sobretudo porque o novo pedido de Impeachment segue as mesmas denúncias das outras 123 solicitações que dependem da "aprovação" do parlamentar.

"O ideal é esperar o avanço da CPI que acontece na outra Casa para ver se há algo de verdade e contundente além dos depoimentos. Vamos aguardar os acontecimentos", disse Lira, que ainda ironizou o pedido de Impeachment e a condução da CPI, afirmando que um processo para retirada de um presidente do poder depende de "materialidade", e não "palavras". 

Com 46 signatários, o chamado "superpedido" de Impeachment une todos os argumentos levantados contra a permanência de Bolsonaro no Governo em um documento único com partidos políticos, parlamentares, movimentos sociais e entidades da sociedade civil. 

O argumento mais recente está relacionado à suspeita de corrupção no contrato de compra da vacina indiana Covaxin, consolidando-se ao lado de outras diversas denúncias de crime, incluindo crimes contra a existência da União, contra a o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, segurança interna, entre outros. 

A abertura do processo de Impeachment depende diretamente da aprovação do presidente da Câmara, escolhido a dedo pela equipe de Bolsonaro. Os signatários do "superpedido" de Impeachment incluem os partidos PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL, Cidadania, Rede, PCO, UP, PSTU e PCB, além de antigos aliados do presidente, como Joyce Hasselman (PSL-SP) e Alexandre Frota (PSDB-SP). 

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