O goleiro é o único jogador de uma equipe que pode usar as mãos durante uma partida de futebol. A exceção existe para que ele exerça sua principal função: defender o gol. No entanto, essa permissão vale apenas dentro da própria área penal e está prevista nas Leis do Jogo elaboradas pela International Football Association Board (IFAB).
Fora da área, o goleiro passa a ser tratado como qualquer outro jogador de linha. Se tocar na bola com as mãos, comete uma infração que resulta em falta ou até expulsão, dependendo da situação.
Apesar da vantagem, a regra também impõe limitações. O goleiro não pode manter a bola nas mãos por mais de seis segundos e também está proibido de agarrar um passe recuado de forma intencional com os pés por um companheiro de equipe. Caso isso aconteça, o árbitro marca um tiro livre indireto para o adversário.
Essa última regra passou a valer em 1992, após a Copa do Mundo da Itália, quando muitas equipes passaram a utilizar o recuo para o goleiro como estratégia para gastar tempo. A mudança foi considerada uma das maiores revoluções do futebol moderno, tornando os jogos mais rápidos e obrigando os goleiros a desenvolverem qualidade com a bola nos pés.
Com a alteração, o papel do goleiro evoluiu. Além de defender finalizações, o atleta passou a participar da construção das jogadas, tornando-se peça importante na saída de bola das equipes.
Atualmente, mesmo com diversas mudanças nas Leis do Jogo, a autorização para usar as mãos dentro da área continua sendo uma das características que diferenciam o goleiro dos demais jogadores em campo.

