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Cid Gomes recebe alta da UTI após ser baleado à queima roupa por PMs

Marcos Henderson
Atualizado há quase 5 anos
Cid Gomes recebe alta da UTI após ser baleado à queima roupa por PMs
Senador foi levado às pressas para o hospital, e já apresenta quadro estável

Cid Gomes, senador pelo PDT-CE, deixou a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital do Coração de Sobral na manhã desta quinta-feira (20), de acordo com informações divulgadas pelo boletim oficial da unidade. Apesar da alta, o senador ainda está no hospital, na ala de enfermaria, recebendo os cuidados finais para estabilizar completamente o quadro de saúde, que já não apresentava intercorrências nas últimas horas, segundo o relatório. 

A situação foi ocasionada depois da ação tomada pelo próprio Cid Gomes, que decidiu furar o bloqueio feito por policiais militares durante um protesto contra a nova proposta de reestruturação salarial do governo. Na ocasião, o irmão de Ciro Gomes dirigiu uma retroescavadeira, avançando contra as grades e, consequentemente, contra os protestantes, gerando confusão imediata no local e uma resposta também violenta dos policiais, que utilizaram arma de fogo para atirar no senador, à queima roupa. 

Nas redes sociais, bolsonaristas manifestam opiniões sobre o caso, defendendo a ação dos policiais e repudiando a atitude tomada por Cid, que segundo internautas, foi uma "tentativa de homicídio". A resposta dos PMs, entretanto, é considerada inteligente e sensata, pois "evitou um assassinato em massa", como descreve um dos usuários do Twitter, em publicação referente ao caso. 

Após o episódio, Ciro Gomes não demorou muito para dar seu parecer nas redes sociais, e acabou entrando em conflito direto com Eduardo Bolsonaro, em uma série de alfinetadas que, no final das contas, não passou de um espetáculo para os internautas. O filho do presidente considerou "insensata" a atitude do senador, "expondo militares e familiares a um risco desnecessário em um momento já delicado". Ciro, em menção direta a Eduardo, fez questionamentos sobre a violência tida como obrigatória no clã Bolsonaro. “Será necessário que nos matem mesmo antes de permitirmos que milícias controlem o Estado do Ceará como os canalhas de sua família fizeram com o Rio de Janeiro”, disse o vice-presidente do Partido Democrático Trabalhista. 

Vale ressaltar que os policiais que avançaram contra Cid através dos disparos de arma de fogo estavam com os rostos cobertos por capuz, e não é possível identifica-los nas imagens divulgadas. Com a repercussão do caso, o ministro da Justiça e Segurança Pública autorizou o envio imediato da Força Nacional de Segurança Pública até o Ceará, para reforçar o policiamento em meio aos protestos, sobretudo depois que quatro batalhões da Polícia Militar foram atacados por pessoas encapuzadas, provavelmente como parte dos protestos, segundo investigações em andamento. 

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