Diário 24 Horas

Lady Gaga cantará o hino dos EUA na cerimônia de posse de Biden e Harris

A cantora se unirá a um time de celebridades para celebrar a inauguração de Biden como presidente dos EUA
A cantora se unirá a um time de celebridades para celebrar a inauguração de Biden como presidente dos EUA
PorMarcos Henderson

Lady Gaga irá cantar o hino nacional dos Estados Unidos na cerimônia de posse de Joe Biden e Kamala Harris programada para o dia 20 de janeiro. A notícia foi confirmada com exclusividade pela revista Variety, que obteve a informação oficial do comitê inaugural Biden-Harris. A cantora se junta a Demi Lovato, Jennifer Lopez Justin Timberlake, Ant Clemons e Jon Bon Jovi na lista de performances musicais do evento, que contará com apresentação de Tom Hanks no especial de TV. 

Além das celebridades globais, a cerimônia também contará com a bombeira Andrea Hall, que liderará o Juramento à Bandeira; Amanda Gorman, a primeira Poeta Laureada Nacional Jovem (e nativa de Los Angeles), que recitará um poema; o Padre Leo O’Donovan e o Reverendo Dr. Silvester Beaman. 

Artistas adicionais ainda não foram divulgados publicamente, mas espera-se que a nova chapa democrata desenhe uma linha estrelada de apoiadores da indústria para participar e se apresentar nas festividades inaugurais. Além da cerimônia de posse, um desfile virtual e outros eventos estão programados para a transmissão ao vivo em 20 de janeiro. 

Esta não é a primeira vez que Lady Gaga encara a missão de executar o hino nacional. Anteriormente, ela foi elogiadíssima pela performance na abertura do Super Bowl 50, em 2016, quando cantou o hino The Star-Spangled Banner (A Bandeira Estrelada, em tradução para o português) acompanhada somente de um piano. 

As execuções de hinos nacionais por artistas renomados costuma dividir opiniões, sobretudo quando são cantados a cappella, isto é, sem acompanhamento instrumental. No Brasil, por exemplo, Luan Santana rendeu vaias quando cantou o hino nacional na abertura da São Paulo Indy 300 Nestlé, em 2011, esticando os tempos da composição original com tentativas forçadas de melismas e uma interpretação fora de ritmo.

Já em 2017, Anitta fez o contrário durante o GP de Fórmula 1 em Interlagos, interpretando o hino roboticamente, apesar de ter seguido um caminho mais rítmico e consequentemente mais aceitável que o sertanejo. 

No caso de Lady Gaga no Super Bowl, as opiniões também variaram, mas não por má interpretação, já que a cantora executou o hino com toda a irreverência de sempre. O ponto negativo para os mais exigentes foi, mais uma vez, os exageros nas notas técnicas e elevações de tom para gerar impacto na performance. Mesmo assim, o resultado final é emocionante. Confira:

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson