Paulo Guedes confirma prorrogação do Auxílio Emergencial

Até o momento, duas parcelas do Auxílio já foram pagas. O calendário da terceira parcela segue sem definição.
Até o momento, duas parcelas do Auxílio já foram pagas. O calendário da terceira parcela segue sem definição.
PorBruna Pinheiro09/06/2020 23h06

O Ministro da Economia Paulo Guedes informou hoje (9) que o Governo irá prorrogar por mais dois meses o Auxílio Emergencial dado à trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos, beneficiários do bolsa família e desempregados. Apesar do novo período de pagamento, não foi confirmado se o valor permanecerá o mesmo.

Segundo Guedes: “O presidente já lançou e comunicou isso: que, por dois meses, nós vamos estender o auxílio emergencial". Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro já havia comentado que conversou com o seu ministro para continuar a concessão do benefício. Entretanto, na sexta-feira (5), o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, havia afirmado que o valor seria agora de R$ 300.

Segundo o presidente, logo após a reunião ministerial ocorrida nesta terça, é possível que o valor do auxílio aumente desde que os deputados e senadores reduzam os próprios salários. De acordo com Bolsonaro, para manter o pagamento em R$ 600, os parlamentares precisarão indicar qual será a fonte da despesa para cobrir o pagamento: “Eu sei que tem parlamentar que quer mais duas de R$ 600. Tudo bem, se tivermos um programa para diminuir o salário do parlamentar, a metade, grande parte do salário desses parlamentares ser usado para pagar isso aí, tudo bem”.

Atualmente, o benefício pago de R$ 600 (ou R$ 1200 para mães solteiras) já custou cerca de R$ 40 bilhões aos cofres públicos por parcela, e estava programado para ser pago por apenas três meses. Agora, o Governo decidiu prorrogar o auxílio financeiro já que a crise persiste e aos poucos as cidades estão retomando suas economias, mesmo no auge da pandemia no país. Entretanto, Bolsonaro deixou claro que não há possibilidade de manter este alto nível de endividamento do país para o repasse aos solicitantes do programa.

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Sobre o autorBruna Pinheiro
Internacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1