Empresários são presos em Campinas por envolvimento em plano do PCC para matar promotor
Operação conjunta do Gaeco e da Polícia Militar desarticula atentado contra promotor que investiga facção criminosa


Dois empresários foram presos na manhã desta sexta-feira (29) em Campinas, interior de São Paulo, suspeitos de integrar um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar um promotor de Justiça. A ação faz parte de uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP).
De acordo com as investigações, os empresários, que atuam nos setores de comércio de veículos e transportes, teriam financiado a compra de carros, armas e contratado operadores para executar uma emboscada contra o promotor Amauri Silveira Filho, conhecido por atuar em processos contra o crime organizado. O plano teria como objetivo interromper investigações que atingem diretamente a cúpula do PCC.
Os nomes dos empresários não foram oficialmente divulgados pelas autoridades, mas ambos já estavam sob monitoramento há semanas. Durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca, celulares e documentos foram apreendidos, além de uma pistola calibre .380, que pode ter sido destinada ao crime.
Segundo o Gaeco, o plano foi arquitetado por Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como "Mijão", apontado como um dos principais líderes do PCC em liberdade. Ele teria coordenado a ação à distância, possivelmente de outro país, já que está foragido há anos. As investigações apontam que o grupo pretendia também atacar um comandante da Polícia Militar, ampliando o alcance do atentado.
O promotor alvo do plano teve a segurança reforçada e passa bem. Em nota, o Ministério Público de São Paulo afirmou que seguirá firme no combate ao crime organizado e que não irá recuar diante de ameaças. A operação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e desmantelar a rede de apoio logístico à facção.
O caso reforça o alerta sobre a atuação de organizações criminosas no interior paulista e a necessidade de integração entre forças de segurança e órgãos de investigação para proteger autoridades e combater o avanço do crime organizado.
